quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"Então é Natal..."

"Então é Natal e o que você fez?
O ano termina e nasce outra vez".

Fim de ano e novamente todas aquelas reflexões costumeiras desta época vêm à tona. Às vezes fico me perguntando se elas vêm mesmo, se todo mundo é assim. Será?

Dizem que todo o fim é um recomeço e que está em nossas mãos fazermos o que quisermos virar realidade. Então, ‘se é assim que a banda toca... vamo que vamo”.

São tantos sonhos, tantos desejos para o novo ano. Particularmente eu desejo PAZ a todo mundo. Nunca pensei muito sobre esse lance de paz. Ou melhor, nunca tinha me aprofundado na questão.

Ok, esse ano eu o fiz. Não vou entrar no mérito da guerra civil em que vivemos ou outros problemas que bem conhecemos. Hoje eu só quero desejar que todos, SEM EXCEÇÃO, tenham a oportunidade de sentir aquela PAZ interior, aquela que faz tudo ficar mais leve e colorido, que atrai as boas energias e que nos permite refletí-la para todos os lados. Acho que essa PAZ que vem lá do fundinho é a mola propulsora de tudo e é o que deveria fazer esse mundo girar.

Então, pense um pouco sobre como anda a sua PAZ e procure encontrá-la neste 2009. Não estou dizendo que essa é uma tarefa simples ou complicada. Cada um sabe de si. Mas acho que encontrá-la fará um bem imenso primeiramente a você e as conseqüências disso serão sentidas por todos. A FELICIDADE que transmitimos pelo mundo está na PAZ que temos dentro da gente. É isso o que eu sinto e desejo, mais uma vez, para todas as pessoas e para mim também. Encontrar a nossa PAZ já é um grande adianto.

Feliz Natal e um 2009 cheio de coisas boas e muita paz no coração!

Cheers!

domingo, 14 de dezembro de 2008

"Mais do mesmo..."

Cumprindo a meta de um post por semana...

Não tenho como não falar sobre a tragédia que ocorreu no meu estado, justamente uma semana após a minha chegada. Tá bom, o assunto está batido, mas como catarinense orgulhosa que sou, este é o meu dever! ;)

O caos decorrente destes meses de chuva e um final de semana de verdadeiro dilúvio foi imensurável. Entretanto, como em todas as coisas da vida (creio eu), tudo tem um lado positivo. Nesse caso nem teria como chegar a tanto, mas o fato é que por isso eu peguei um freela super legal e logo depois um trabalho que tem me exigido muito, mas que também é muito compensador.

Andei com água até o quadril pelas ruas de Itajaí, quando a cidade ainda estava 80% submersa. Participei da coletiva com o presidente Lula. Vi de perto como muitas famílias estavam arrasadas por perderem tudo e também o que o oportunismo é capaz de fazer. Muita, mas muita gente saqueando lojas. Pessoas que foram até a parte seca de carro e lá pagavam para que outro lhes trouxesse um carinho cheio de wisky, cerveja e afins. Bem triste mesmo. Morros que faziam parte do cenário local e que agora simplesmente desapareceram. Acreditem: isso é incrivelmente chocante!

Agora é hora de reconstruir. Não pensem que a situação aqui é de guerra. Não é verídico. Tenho ido muito a Blumenau, Ilhota, Gaspar, enfim, todo o Vale do Itajaí (região mais atingida) e realmente as ruas estão sujas daquela poeira vinda do barro seco, restos de casas se espalham pelo caminho e ruas estão cheias de entulhos e buracos. Mas também muita coisa está de pé, principalmente a força de vontade dos meus conterrâneos. Isso é lindo e emociona de verdade.

O que me preocupa, além dos flagelados, é a economia. A indústria foi atingida em cheio com a explosão do gasoduto e a destruição do Porto de Itajaí. Fora isso, tem o turismo. Eu não acredito que será muito afetado porque as praias continuam belíssimas e está tudo em ordem para essa temporada 2009. Mas talvez o setor também sinta um pouco. Veremos...

O curioso é que a ajuda virou um mega problema. Toda a solidariedade dos brasileiros (lindo demais!) acabou causando um ligeiro transtorno aos centros de distribuição, que não conseguem escoar os donativos. Ainda tem a questão de que algumas pessoas viram na desgraça uma ótima oportunidade de se desfazer de roupas, calçados e brinquedos sem qualquer condição de uso. Então são dois os recados: ninguém precisa de mais lixo! E outra: Sei que muita gente ainda quer ajudar e nós precisamos MUITO disso. Mas pensem em investir em moradias, na reconstrução de ruas, essas coisas. É uma sugestão de quem está vendo tudo de perto. Juntem amigos e invistam na reconstrução de fato. Hoje são mais de 33 mil catarinenses desabrigados e desalojados. Uma casa popular custa em média R$ 15 mil. Procurem as prefeituras do Vale e invistam em algo que ajudará mais do que tudo nesses tempos difíceis e, além disso, tenham a segurança de saber onde o seu dinheiro está sendo investido.

Pensem sempre que são famílias como as suas que perderam tudo. A desgraça não selecionou classe social... foi geral mesmo.

Uia! Papo brabo!

Para descontrair um pouco...

Nestas minhas semanas de Brasil, em meio a tanta correria, peguei ônibus duas vezes e me senti uma idiota. Primeiro por perguntar ao caixa se com aquela quantia que eu havia lhe dado conseguiria chegar ao centro da cidade. Depois por ter que ligar para a Kerita e perguntar se eu conseguiria pagar a viagem dentro do ônibus, já que a fila estava muito longa... hauhuaha

Plus: As coisas por aqui estão muito caras! Meu Deus!

É isso. Boa semana e na próxima prometo um post mais light, ok?

Cheers!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Nasce o rebento!

Primeiro dia do blog mais esperado do ano!

Explico: Há um ano atrás fui para a Irlanda e sempre quis muito escrever minha experiência num blog. Os textos foram escritos, mas o nome do blog me encucava. Já tive outro endereço virtual, mas dessa vez queria algo diferente do meu nome, alguma coisa que - ainda que apenas para minha impressão pessoal - servisse de refúgio à minha identidade e me fizesse mais corajosa ao expor meus zilhões de pensamentos, impressões e idéias.

Ou seja, a gestação do blog foi longa, mas agora encontrei o nome ideal (e quem me conhece pode se perguntar: mas por que somente agora, se ela adora essa frase? Sabem quando a coisa está na nossa frente e não percebemos? É a explicação mais plausível).

Cheguei à 'minha' Ilha amada (Floripa) há pouco mais de duas semanas e já estou fervilhando de trabalho e novas experiências profissionais. Tipo presente de Natal inesperado, mas MUITO bom! Meu segundo post será sobre isso e a tragédia que acomete meu estado. Agora tenho que ir porque a labuta me chama.

Textos sobre a Irlanda e a Europa? Claro que vão rolar, porque isso é um blog e não tem toda aquela necessidade do factual. Ah, exatamente pelo mesmo motivo, não confundam essa ferramenta com um diário, ok? Nunca fui boa nisso. Mas me comprometo a escrever, pelo menos, uma vez por semana.

Quem quiser me acompanhar em minhas viagens, seja muito bem-vindo!

Tenho desejos maiores! Porque eu quero sempre mais da vida, de tudo... sempre! Afinal, a felicidade é o limite! ;)